Programação com IA: o que a inteligência artificial realmente faz (e o que ainda depende de você)
Entenda o conceito dos “70% resolvidos” e descubra como usar a inteligência artificial como aliada para programar melhor, mais rápido e com mais foco no que realmente importa.

A programação sempre evoluiu junto com as ferramentas. Saímos dos cartões perfurados, passamos por Assembly, linguagens de alto nível como Java e C#, frameworks modernos e, agora, chegamos a uma nova virada de chave: a inteligência artificial aplicada ao desenvolvimento de software.
Hoje, a IA não apenas executa comandos. Ela escreve código, sugere soluções, refatora funções, encontra erros e acelera tarefas que antes consumiam horas. Isso gera empolgação — e também medo, especialmente entre iniciantes.
Mas aqui vai o ponto central: a IA não substitui o programador. Ela resolve grande parte do trabalho pesado, mas ainda depende profundamente do raciocínio humano. É aí que entra o conceito dos “70% resolvidos”.
O que é o conceito “70% resolvido”?
O conceito de “70% resolvido” descreve como as ferramentas de IA conseguem automatizar grande parte das tarefas repetitivas da programação, deixando para o desenvolvedor os 30% mais complexos, criativos e estratégicos.
Em vez de competir com a IA, o programador moderno aprende a delegar.
Os 70%: o que a IA faz muito bem
As ferramentas de IA são extremamente eficientes em tarefas padronizadas, repetitivas e baseadas em padrões já existentes.
Entre os principais exemplos:
- Autocompletar código com base no contexto
- Gerar funções a partir de comentários
- Detectar erros simples de sintaxe
- Refatorar código para melhorar legibilidade
- Traduzir código entre linguagens
- Criar documentação básica automaticamente
Essas automações economizam tempo, reduzem erros e ajudam iniciantes a aprender boas práticas desde cedo.
Os 30%: onde o programador continua essencial
Apesar do avanço da IA, existem áreas onde o fator humano ainda é insubstituível:
- Resolução de problemas complexos e inéditos
- Arquitetura de software e decisões estruturais
- Interpretação de requisitos ambíguos
- Depuração avançada entre múltiplos módulos
- Tomada de decisões éticas e de impacto social
Esses 30% exigem pensamento crítico, criatividade, experiência e entendimento de contexto — algo que nenhuma IA domina plenamente.

Ferramentas de IA: seus novos parceiros de código
A seguir, as principais ferramentas de IA usadas hoje por desenvolvedores — e como aproveitá-las da forma correta.
1. GitHub Copilot
O que faz: Sugere trechos e funções completas em tempo real.
Exemplo: Completa automaticamente métodos CRUD em APIs Node.js.
Para iniciantes: Observe as sugestões e entenda a lógica por trás delas.
2. Tabnine
O que faz: Autocompletar inteligente baseado no seu estilo de código.
Exemplo: Sugestões contextuais em projetos React.
Para iniciantes: Use para aprender padrões comuns de front-end.
3. ChatGPT
O que faz: Explica conceitos, gera exemplos, ajuda a debugar.
Exemplo: Explicação de recursividade ou criação de algoritmos.
Para iniciantes: Use como tutor, mas sempre teste o código.
4. Gemini (Google)
O que faz: Gera código, explica conceitos e traduz linguagens.
Exemplo: Diferença entre null e undefined em JavaScript.
Para iniciantes: Excelente para explicações didáticas.
5. Cursor
O que faz: Editor de código com IA integrada.
Exemplo: Refatorar, explicar ou gerar código direto na IDE.
Para iniciantes: Ótimo para aprender revisando código existente.
6. Codeium
O que faz: Geração de código e autocompletar em várias linguagens.
Exemplo: Criar funções a partir de comentários.
Para iniciantes: Use para comparar sintaxes entre linguagens.
7. Replit Ghostwriter
O que faz: IA integrada à plataforma Replit.
Exemplo: Criar jogos simples em Python.
Para iniciantes: Ideal para aprender colaborando.
8. Amazon CodeWhisperer
O que faz: Assistente de código com foco em AWS e segurança.
Exemplo: Integração com S3 e DynamoDB.
Para iniciantes: Excelente para aprender cloud computing.
Programar com IA exige método (lições práticas)
Programadores experientes relatam ganhos reais — mas apenas quando seguem boas práticas:
- Use prompts pequenos e objetivos
- Faça commits frequentes
- Interrompa a IA quando ela sair do caminho
- Sempre revise o código gerado
- Não delegue arquitetura sem entendimento
- Não use IA como “caixa-preta”
A IA não se cansa, mas você precisa manter o controle.
A IA é sua aliada, não sua substituta
A inteligência artificial acelera o desenvolvimento, mas não substitui:
- criatividade;
- design de sistemas;
- comunicação em equipe;
- responsabilidade técnica.
O programador do futuro não será aquele que escreve tudo sozinho, mas aquele que sabe orquestrar bem a IA.

Conclusão: o futuro da programação já começou
A IA não é uma moda passageira. Ela já faz parte do desenvolvimento moderno. O conceito dos 70% resolvidos mostra que o verdadeiro diferencial está nos 30% restantes — justamente onde o pensamento humano se torna mais valioso.
Quem aprender a usar a IA com consciência, método e senso crítico estará mais preparado, produtivo e relevante no mercado.
Programar com IA não é abrir mão do controle.
É ampliar sua capacidade como desenvolvedor.
Veja também: Prompts de IA — como criar comandos poderosos para programar melhor
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