Meta abandona o metaverso e aposta pesado em inteligência artificial

Compra da startup Manus por mais de US$ 2 bilhões marca virada estratégica da empresa para competir com líderes em IA

Meta abandona o metaverso e aposta pesado em inteligência artificial
Logotipo da Meta ao lado de elementos visuais de inteligência artificial (Imagem: Jeferson Ferreira/TecMod+)
  • A Meta está abandonando o foco no metaverso e redirecionando sua estratégia para inteligência artificial.
  • A empresa adquiriu a startup Manus, sediada em Singapura, por mais de US$ 2 bilhões.
  • A Manus é especializada em agentes de IA capazes de executar tarefas complexas de forma autônoma.
  • A tecnologia da startup deve ser integrada a produtos como Facebook, Instagram, WhatsApp e ao chatbot de IA da Meta.
  • O movimento ocorre após a Meta investir US$ 14,3 bilhões na Scale AI, reforçando a ofensiva em IA.
  • Mark Zuckerberg planeja investir até US$ 600 bilhões em infraestrutura e tecnologia de IA até 2028.
  • A Meta afirmou que a Manus encerrará operações na China e não manterá participação acionária chinesa.
  • Funcionários da Manus não terão acesso a dados primários de usuários dos produtos da Meta.
  • A aquisição marca uma correção de rota da empresa para competir com rivais que avançaram mais rapidamente em inteligência artificial.

A Meta, controladora de Facebook, Instagram e WhatsApp, está oficializando uma mudança radical de estratégia. Após anos investindo pesado no metaverso, a empresa agora acelera sua ofensiva em inteligência artificial, simbolizada pela compra da startup Manus, sediada em Singapura, por um valor estimado em mais de US$ 2 bilhões.

A aquisição ocorre em um momento em que gigantes da tecnologia disputam espaço no desenvolvimento de agentes de IA capazes de executar tarefas complexas, área em que a Meta vinha ficando atrás de concorrentes como Microsoft, Google e OpenAI.

Quem é a Manus e por que ela importa?

A Manus ganhou destaque no início do ano ao demonstrar agentes de IA autônomos capazes de realizar atividades como:

  • busca e análise de imóveis
  • triagem e avaliação de currículos
  • execução de tarefas encadeadas com mínima intervenção humana

A empresa pertence ao grupo Butterfly Effect e, embora tenha sede em Singapura, foi fundada na China e ainda mantinha operações no país — um ponto sensível diante das relações tensas entre Estados Unidos e o setor tecnológico chinês.

Com a aquisição, a tecnologia da Manus passa a integrar o ecossistema da Meta, com potencial de aplicação em:

  • Facebook e Instagram
  • WhatsApp
  • chatbot de IA da empresa
  • futuras ferramentas corporativas e de consumo

Segundo Xiao Hong, CEO da Manus, a integração não muda a autonomia operacional da startup.

“Entrar para a Meta nos permite construir sobre uma base mais forte e sustentável, sem mudar a forma como a Manus opera ou como as decisões são tomadas.”

Inteligência artificial realizando tarefas complexas de forma autônoma.
Representação visual de IA executando múltiplas tarefas (Imagem: Jeferson Ferreira/TecMod+)

Correção de rota: do metaverso à superinteligência

A compra da Manus não é um movimento isolado. Ela se soma ao investimento de US$ 14,3 bilhões na Scale AI, feito no início do ano, reforçando a guinada definitiva da Meta rumo à IA.

Menos de cinco anos após renomear a empresa e declarar o metaverso como prioridade absoluta, a Meta agora:

  • reduziu drasticamente investimentos no setor
  • abandonou projetos bilionários ligados a realidade virtual social
  • redirecionou recursos para modelos, dados e infraestrutura de IA

Em novembro, Mark Zuckerberg revelou planos de investir até US$ 600 bilhões em tecnologia e infraestrutura de inteligência artificial nos EUA até 2028.

O diretor de IA da Meta, Alexandr Wang (ex-Scale AI), celebrou a chegada da Manus:

“Animado em anunciar que a @ManusAI se juntou à Meta para nos ajudar a construir produtos de IA incríveis.”

Segundo Wang, o Meta Superintelligence Labs pretende expandir contratações em Singapura, aproveitando a expertise da equipe da Manus em explorar o limite máximo dos modelos atuais para criar agentes poderosos.

Questões geopolíticas e garantias

Para evitar preocupações regulatórias, a Meta afirmou que:

  • não haverá participação acionária chinesa após a transação
  • a Manus encerrará operações e serviços na China
  • funcionários da Manus não terão acesso a dados primários de usuários da Meta

Apesar de não ter o mesmo peso de empresas como a DeepSeek, a Manus se consolida como uma das startups asiáticas de IA mais relevantes a serem absorvidas por uma big tech dos EUA.

Em abril, a empresa havia levantado US$ 75 milhões em rodada liderada pela Benchmark, com participação de investidores como Tencent e HongShan Capital Group.

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